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Alexandre Freire, como presidente em exercício da Anatel, homenageia Carlos Baigorri

Afastado por licença médica, o presidente da Anatel foi homenageado pelo conselheiro Alexandre Freire na reunião do Conselho Diretor da agência.

Afastado por licença médica, o presidente da Anatel foi homenageado pelo conselheiro Alexandre Freire na reunião do Conselho Diretor da agência, nesta quinta-feira, 9/4. ” Ao reconhecer sua trajetória e sua atuação, reconhecemos, antes de tudo, qualidades que, no serviço público, são tão valiosas quanto raras: retidão de caráter, senso de responsabilidade, liderança, visão de futuro e equilíbrio emocional”, disse.

Segundo ainda Freire, “Carlos Baigorri construiu esse respeito de forma discreta, mas inequívoca. Com correção, firmeza e integridade. Com uma postura que não precisa se afirmar em palavras altas, porque se confirma nos atos, no equilíbrio das decisões e na seriedade com que exerce suas funções”.

O presidente em exercício da Anatel disse ainda que Carlos Baigorri tem a capacidade “de compreender a centralidade da Anatel no desenvolvimento do país, na expansão da conectividade, na modernização das comunicações e na construção de um Brasil mais eficiente, mais integrado e mais preparado para os desafios de seu tempo.”

O Convergência Digital publica a íntegra do discurso do conselheiro Alexandre Freire.

Discurso de homenagem ao presidente da Anatel, Carlos Baigorri:


Senhoras e senhores,
senhores conselheiros,
autoridades presentes,

Há algo de especialmente verdadeiro nas homenagens prestadas na ausência do homenageado. Quando alguém não está presente, cessam os impulsos da mera cortesia e se revela, com mais nitidez, a medida real da consideração que lhe é dedicada. É nesse silêncio de interesses imediatos, nessa distância entre a presença e a palavra, que o apreço se torna mais autêntico, porque já não busca agradar, mas apenas reconhecer.

Talvez por isso as homenagens mais sinceras sejam, quase sempre, aquelas feitas quando o homenageado não se encontra no recinto. Porque é justamente nesses momentos que se torna visível a marca que uma pessoa efetivamente deixa: não a impressão passageira de sua presença, mas a permanência de seu exemplo; não a força circunstancial do cargo, mas a autoridade moral que permanece mesmo quando a pessoa não está diante de nós.

É nesse espírito que registro hoje esta homenagem ao presidente da Anatel, Carlos Baigorri.

Uma homenagem que não se faz por formalidade.

Faz-se por justiça.

Ao reconhecer sua trajetória e sua atuação, reconhecemos, antes de tudo, qualidades que, no serviço público, são tão valiosas quanto raras: retidão de caráter, senso de responsabilidade, liderança, visão de futuro e equilíbrio emocional.

Falo, em primeiro lugar, de retidão de caráter.

Em funções públicas de elevada responsabilidade, caráter não é adorno.
É fundamento.

É o que sustenta a decisão correta quando ela não é a mais simples.
É o que assegura coerência entre convicção e conduta.
É o que inspira confiança, porque demonstra que a autoridade está apoiada em princípios, e não em circunstâncias.

Carlos Baigorri construiu esse respeito de forma discreta, mas inequívoca. Com correção, firmeza e integridade. Com uma postura que não precisa se afirmar em palavras altas, porque se confirma nos atos, no equilíbrio das decisões e na seriedade com que exerce suas funções.

Ao lado da retidão, destaca-se seu notável senso de responsabilidade.

Responsabilidade para compreender que cada decisão institucional tem peso, alcance e consequência.
Responsabilidade para exercer a autoridade como dever, nunca como privilégio.
Responsabilidade para saber que, em uma agência como a Anatel, deliberar é sempre mais do que decidir: é equilibrar interesses legítimos, proteger o interesse público, estimular a inovação e preservar a confiança na instituição.

Essa compreensão elevada do cargo público é um dos traços mais marcantes de sua atuação.

Também por isso merece destaque sua liderança.

Não a liderança do gesto ruidoso.
Não a liderança da imposição.
Mas a liderança verdadeira: aquela que orienta, agrega, organiza, escuta e decide.

A liderança que fortalece a instituição em vez de se sobrepor a ela.
A liderança que sabe lidar com a divergência sem transformar diferença em confronto.
A liderança que exerce autoridade com serenidade, sem perder firmeza; com convicção, sem perder a medida.

E talvez seja justamente nesse ponto que se encontra uma de suas qualidades mais admiráveis: o equilíbrio emocional.

Em ambientes de grande exigência, de elevada indagação, de pressões múltiplas e desafios complexos, o equilíbrio emocional não é um traço secundário. É uma virtude central.

É o que permite conservar a lucidez sob pressão.
É o que permite lidar bem com as pessoas, inclusive nos momentos difíceis.
É o que permite enfrentar obstáculos sem perder a serenidade, sustentar posições sem endurecer o trato e conduzir situações complexas com respeito, clareza e senso de proporção.

Essa forma de agir não apenas qualifica o dirigente.
Ela engrandece a instituição.

Porque instituições públicas também são moldadas pelo tom de suas lideranças.
Pela forma como decidem.
Pela forma como escutam.
Pela forma como enfrentam as dificuldades.

E, nesse aspecto, é justo reconhecer em Carlos Baigorri uma presença institucional marcada pela compostura, pela maturidade e pela estabilidade que os grandes cargos exigem.

Ao mesmo tempo, sua atuação revela também uma clara visão de futuro.

Visão de futuro não é apenas falar sobre o amanhã.
É preparar o amanhã com responsabilidade no presente.

É compreender a centralidade da Anatel no desenvolvimento do país, na expansão da conectividade, na modernização das comunicações e na construção de um Brasil mais eficiente, mais integrado e mais preparado para os desafios de seu tempo.

Ver longe, sem perder o senso da realidade.
Avançar, sem abrir mão da prudência.
Inovar, sem perder de vista o interesse público.

Essa combinação entre visão e responsabilidade é parte importante do legado que se reconhece em sua liderança.

Senhoras e senhores,

Há pessoas cuja presença se nota quando entram em uma sala.
E há pessoas cuja estatura se percebe, sobretudo, quando não estão nela.

Porque deixam um padrão.
Deixam uma referência.
Deixam um exemplo.

E penso que esta homenagem, prestada justamente na ausência do homenageado, tem por isso mesmo um significado especial. Ela diz, de forma talvez ainda mais eloquente, que o respeito que se dedica ao presidente Carlos Baigorri não depende de sua presença. Ao contrário: confirma-se precisamente quando ela não está diante de nós.

É o respeito devido a um homem público de caráter.
A um dirigente de responsabilidade.
A uma liderança serena.
A alguém que soube unir firmeza e equilíbrio, visão e prudência, autoridade e humanidade.

Por isso, registro esta homenagem com admiração sincera e com o reconhecimento de que o serviço público se fortalece quando encontra lideranças dessa natureza.

Muito obrigado.

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