
A expectativa para a reforma tributária do consumo é o uso massivo de APIs (Interface de Programação de Aplicações). A avaliação foi feita pelo vice-presidente de inovação e tecnologia do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Márcio Schuch Silveira, durante entrevista sobre os impactos operacionais e tecnológicos do novo modelo tributário, concedida com exclusividade ao Portal da Reforma Tributária.
Segundo ele, a Receita Federal já sinalizou que a integração tecnológica será a principal forma de operação das empresas e profissionais da contabilidade no novo sistema. O dirigente afirmou que o CFC acompanha testes e discussões técnicas sobre as APIs já disponibilizadas pela Receita.
De acordo com o vice-presidente, consultas manuais em tela devem ficar restritas a empresas muito pequenas, enquanto grandes companhias precisarão operar por meio de integrações automatizadas devido ao alto volume de informações processadas. “A estimativa é que em torno de 800 bilhões de operações por ano devem ser consideradas na estrutura tecnológica”, declarou.
Márcio explicou ainda que o acesso mínimo às APIs será gratuito para todos os contribuintes, mas soluções mais customizadas e com maior volume de consultas poderão envolver serviços pagos. Segundo ele, a previsão é que empresas que necessitem de funcionalidades adicionais ou processamento em larga escala utilizem soluções específicas integradas ao sistema.





