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Mulheres acessam mais Internet do que homens; streaming cresce e aparece nos lares nacionais

Dados são da PNAD Contínua: Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2025, feita pelo IBGE.

Em 2025, na população estimada de 186,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade do País, 90,5% (168,7 milhões) utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses, ultrapassando, pela primeira vez, o patamar de 90% de usuários, na média nacional. E um dado relevante: No País, 91,1% das mulheres utilizaram a Internet em 2025, um pouco acima do percentual apresentado pelos homens (89,9%). As informações são do estudo “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Acesso à Internet e à televisão e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal (2025)”, divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira, 02 de julho.

O estudo apurou ainda que o streaming ganhou os lares brasileiros em 2025. A pesquisa revelou ainda que em um universo de 80 milhões de domicílios particulares permanentes, acréscimo ante 2024 (quando era 78,3 milhões). No ano passado, 75,1 milhões, ou 93,9% do total, tinham televisão; e 4,9 milhões não tinham o aparelho (6,1%).

Nos domicílios com televisão, 95% eram de tela fina em 2025, maior fatia desde 2021. Em números absolutos, o número de lares com esse tipo de aparelho saltou de 68,601 milhões, em 2024, para 71,403 milhões, em 2025, aumento de 4%. Também cresceu em 1,4% o número de domicílios com recepção de sinal aberta, nos televisores, entre 2024 e 2025, um acréscimo de 907 mil, para 64,479 milhões de lares, no ano passado.

O streaming pago – Netflix, por exemplo – subiu de 43,4% para 44,4% de 2024 a 2025, um acréscimo de quase um 1,5 milhão de lares, nessa categoria, no período. Em contrapartida, o número de domicílios com TV por assinatura seguiu tendência de queda. No ano passado eram 17,7 milhões de lares nessa condição, menor patamar da série iniciada em 2016. Dos domicílios que não tinha, 62,2% informaram não haver interesse, e 26,1% classificaram como caro, esse tipo de serviço, em 2025.

Computadores


Pela primeira vez, desde 2016, houve leve crescimento percentual de domicílios com computador no Brasil, de 38,5% em 2024 para 38,7% em 2025. Apesar disso, há crescimento absoluto de domicílios com computador desde 2019.

Os tablets são menos comuns nos domicílios do que os microcomputadores, embora sua presença também esteja em leve expansão. De 2024 para 2025, o percentual de domicílios em que havia tablet passou de 10,7% para 11,6%. O rendimento médio estimado para os domicílios que não tinham microcomputador nem tablet foi de R$ 1.350; para os que possuíam pelo menos um deles, foi R$ 3.494; com ambos, alcançou R$ 5.298.

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