
Localizado na região metropolitana de Belo Horizonte, a cerca de 46 km da capital, o pequeno município de Pedro Leopoldo tem cerca de 62,5 mil habitantes e é um dos que adotou o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Utiliza a plataforma digital para a gestão de processos e documentos eletrônicos.
Em entrevista à CDTV, durante o SECOP 2026, Thiago Ávila, secretário-adjunto de Transformação Digital da prefeitura municipal de Pedro Leopoldo, explicou que a implantação do SEI contou com o apoio do governo do estado, por meio da Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão) e da Prodemge (Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais).
“Fizemos acordo de cooperação para levar essa solução como software como serviço. Nossa equipe foi treinada e conseguimos fazer uma implantação em várias fases. Inicialmente, com documentos mais simples e agora toda a parte de licitação de Pedro Leopoldo e de recursos humanos já está no SEI”, detalhou. Os próximos passos incluem implantar processos em áreas como saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento social.
Ele destacou que a transformação digital, acima de tudo, é uma decisão política. “Tudo isso começou pela decisão do prefeito de se comprometer com essa agenda no plano de governo. A partir daí, foi criada uma secretaria específica de transformação digital. Nós construímos um plano chamado Pedro Leopoldo Mais Digital, composto de 25 grandes ações, dentre elas a implantação do SEI.”
Com isso, o município organizou o campo normativo, fomentou o desenvolvimento de pessoas, a digitalização de processos e as capacidades de estrutura de segurança. Agora, avança para a omnicanalidade dos serviços, integração do portal com superapp e atendente virtual. Também está utilizando inteligência artificial para apoiar o servidor público no uso do SEI, por meio de agente virtual.
Sobre a importância da integração entre as três esferas de governo, Thiago José Tavares Ávila assinalou que os municípios têm uma sobrecarga muito grande de entrega de serviços versus uma baixa capacidade estatal. “Por isso, conseguir o apoio dos entes federal e estadual é fundamental. O Brasil avançou muito, tanto em nível federal, estadual e em certo ponto até municipal. Mas precisamos agora definitivamente de uma agenda federativa, uma integração de fato, onde tenhamos fundo de financiamento, desenvolvimento de capacidades estatais municipais, compartilhamento de plataformas e infraestruturas públicas para que o Brasil possa ser digital na íntegra e não apenas em partes, como até então vem acontecendo.”



