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Banco do Brasil lança app 5.0 e atualiza diretrizes para IA generativa e agêntica

O App 5.0 estará disponível para 100% dos clientes até o fim de setembro, contam Giuliane Paulista, executiva de IA do BB, e Rafael Rovani, head de IA do BB.

Durante o Febraban Tech, o Banco do Brasil anunciou a chegada de seu app 5.0, que incorpora hiperpersonalização, jornadas conversacionais, assistente integrado e novos recursos de acessibilidade, e a ampliação de seu modelo de governança para inteligência artificial, que passa a incorporar orientações específicas para sistemas generativos e autônomos. Em entrevista à CDTV, Giuliane Paulista, executiva de IA do BB, e Rafael Rovani, head de IA do BB, explicaram as movimentações do banco e detalharam os anúncios.

“A tecnologia existe por causa das pessoas e potencializa a capacidade das pessoas. A gente tem um papel muito importante nessa capacitação, nesse letramento, na democratização do uso da IA e também no estabelecimento de políticas e diretrizes para que a adoção dessa IA se dê de forma responsável. O Banco do Brasil foi o primeiro banco da América Latina a lançar no ano passado o guia para IA responsável. E, nesse ano, nós fomos pioneiros em nível mundial em atualizar essas diretrizes para IA agêntica”,explicou Giuliane Paulista.

Falando sobre o App 5.0, Rovani contou que a instituição financeira entendeu que precisava embarcar uma arquitetura agêntica para conversar com o cliente em contexto e em tempo real. “Eu vejo uma evolução natural e vejo que a gente vai ter cada vez mais agentes agindo em contexto e realizando um trabalho de comércio”, analisou. Na ponta dos funcionários, o executivo aponta que a perspectiva é que cada um trabalhe com um agente, sendo assistente virtual para melhorar a produtividade, o contexto de jornada para que ele foque na estratégia e em que pode melhorar no negócio.

“Acho que a gente vai ter, ao mesmo tempo, um avanço exponencial de agentes, mas a gente vai ter um aumento da capacidade humana de tomar decisão, de decidir melhor e de ter um olhar cada vez mais estratégico sobre o seu uso no negócio, sobre a aplicação, sobre o valor que gera em torno da empresa”, frisou.

App 5.0


O novo aplicativo terá seu público ampliado gradualmente e a previsão é de que 100% dos clientes do Banco do Brasil estejam utilizando o novo app até o fim de setembro. De acordo com o BB, a navegação foi reorganizada e o app conta com organização dinâmica de informações e novas formas de interação. A proposta é materializar o conceito de “um banco para cada cliente”, utilizando inteligência de dados para adaptar a experiência de acordo com o contexto, os produtos contratados, o comportamento de uso e as necessidades de cada pessoa.

Entre as funcionalidades disponíveis nesta nova etapa estão as jornadas conversacionais apoiadas por um assistente integrado, que permitem ao cliente interagir com o Banco utilizando linguagem natural por texto ou voz para realizar consultas e acessar serviços. O modelo preserva a navegação tradicional, mas passa a oferecer uma camada adicional de orientação contextual para tornar as jornadas mais fluidas e intuitivas.

O aplicativo passa a incorporar recursos de hiperpersonalização que influenciam diversos elementos da experiência digital. As jornadas conversacionais também ampliam o potencial do aplicativo como ferramenta de educação financeira e inclusão. Ao permitir interações em linguagem natural, a solução facilita o acesso a informações sobre produtos, serviços e gestão financeira para diferentes perfis de clientes. A combinação entre conversação, personalização e recursos de acessibilidade contribui para apoiar decisões financeiras e ampliar o acesso aos serviços bancários digitais.

Diretrizes para IA

O Banco do Brasil também anunciou a estruturação e publicação de diretrizes específicas para inteligência artificial generativa e IA agêntica. A iniciativa evolui o Guia de diretrizes e boas práticas para IA ética e responsável, lançado em 2025, e reforça uma estratégia que combina governança, gestão de riscos, desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoas.

As novas diretrizes estabelecem parâmetros para certificação de modelos, uso seguro de dados, aplicação de mecanismos de proteção, definição de níveis de autonomia, rastreabilidade, governança de agentes e responsabilidade sobre decisões automatizadas. O conjunto também prevê procedimentos formais de avaliação, aprovação e monitoramento ao longo de todo o ciclo de vida das soluções de IA.

Entre os aspectos contemplados estão mecanismos de interrupção de agentes, definição de autonomia faseada com supervisão humana em situações críticas e restrições para utilização de IA generativa em ambientes que envolvam dados sensíveis. O modelo busca garantir que a evolução tecnológica esteja associada a critérios de governança, segurança, transparência e responsabilidade institucional. Assistam a íntegra da entrevista.

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