Adriana Aroulho, da SAP: capa agêntica não substitui o ERP

Como construir uma IA que realmente possa entender o negócio? A pergunta foi respondida por Adriana Aroulho, presidente da SAP América Latina e Caribe, ao abrir a edição deste ano do SAP NOW AI Tour Brazil, que começou nesta terça-feira, 9/9, em São Paulo. Aroulho defendeu que a inteligência artificial genérica não é suficiente para os negócios. “É preciso contexto, e a SAP tem este contexto”, destacou.
Para ilustrar, deu como exemplo uma simulação com foco na reforma tributária em uma indústria de bebidas, que mostrou uma diferença de três pontos percentuais na margem de lucro entre o uso de uma IA genérica e a IA da SAP. “A IA da SAP é mais precisa porque está conectada ao cérebro da operação, conhecendo custos logísticos, indiretos e perdas operacionais”, explicou.
O cenário foi o pano de fundo para apresentar a SAP Business AI Platform, uma plataforma integrada e pronta para escalar a IA nas empresas, estruturada em três camadas essenciais: contexto, construção e governança.
Aroulho explicou que os agentes de IA dependem do contexto que acessam e para tanto a SAP utiliza seus mais de 50 anos de conhecimento em processos de negócios e o SAP Business Data Cloud (BDC) para conectar e harmonizar dados SAP e não SAP sob uma única camada semântica.
“Agentes são tão poderosos quanto o contexto que acessam; é o cérebro das organizações, e a SAP tem mais de 50 anos de expertise das indústrias. E contexto é diferente de informação. Para ter contexto, é preciso juntar dados SAP e não-SAP e aí entra o BDC”, detalhou a presidente da SAP para AL e Caribe.
Conforme ressaltou, “a inteligência artificial é tão poderosa quanto os dados que ela acessa, e dados que têm de ser conectados, harmonizados e contextualizados”.
Com relação à a capa da construção, Aroulho apontou que nenhuma plataforma fechada seria suficiente para contemplar tudo. Nesse sentido, anunciou o Joule Studio 2.0 para as empresas construírem seus próprios agentes, usando qualquer modelo, qualquer ambiente e no estilo deles. Ela ressaltou que, assim, a SAP oferece flexibilidade para que as organizações construam seus próprios agentes por meio de uma plataforma aberta e agnóstica, permitindo que as empresas usem os modelos da SAP ou tragam os seus próprios.
A terceira capa é a governança. “É o que marca a diferença entre experimento de IA e uma inteligência artificial que realmente permeia toda a organização e esteja pronta para ser escalada”, apontou a executiva. Para lidar com a complexidade de gerenciar agentes SAP e não SAP com segurança e performance, foi apresentado o AI Agent Hub, que funciona como um centro de comando único.
“A SAP Business AI Platform é para escalar a inteligência artificial, mas a capa agêntica não substitui o ERP, que segue sendo o cérebro, o centro nervoso da organização. Os agentes podem executar os processos, enquanto as pessoas se dedicam a tomar melhores decisões e a cuidar dos negócios”, assinalou.



