SAP: empresas brasileiras vão investir R$ 110 milhões em IA ainda em 2026

Ao abrir o SAP NOW AI Tour Brazil 2026, nesta quarta-feira, 9/9, em São Paulo, o presidente da SAP Brasil, Rui Botelho, provocou a plateia ao perguntar: “A SAP continuará sendo uma empresa de software no futuro? E qual é o papel do software no futuro?. Ele próprio respondeu afirmando que o software não vai morrer, mas vai ser redesenhado para o mundo que coloca a IA first, ou seja, a IA em primeiro lugar. A própria SAP está migrando de uma empresa de software para ser uma companhia de negócios em Inteligência Artificial, mas sem abandonar nunca o ERP, transformado no cérebro das operações, revelou Botelho.
Para Botelho, a IA, a exemplo de todas as outras grandes revoluções tecnológicas, como a eletricidade, a revolução industrial e a internet, só vai acontecer de verdade quando as pessoas se encontrarem e obtiverem o valor. “As pessoas seguem sendo o elo de tudo”, destacou. O CEO da SAP Brasil apresentou ainda dados de uma pesquisa feita em parceria com a Oxford Economics, segundo a qual as empresas nacionais vão investir US$ 20 milhões, ou pouco mais de R$ 110 milhões, em inteligência artificial ainda em 2026, e boa parte já busca o retorno de investimento.
“As empresas entenderam que a IA tem de transformar o negócio. Há uma nova etapa na qual escala, retorno, integração e confiança são tão importantes como a própria tecnologia”, reforçou. As IA genéricas, que tanto sucesso fazem, não são capazes de atender às empresas e a SAP sai em defesa da IA empresarial, que exige o contexto do negócio. E aqui, assinalou Botelho, a SAP faz a diferença. Segundo ele, a IA empresarial não é mais sobre tecnologia, mas sobre valor ao negócio. É trocar o experimento pela IA em escala para trazer ganho real para a empresa.
“O ERP é o maestro da organização dos dados com contexto. Ele ganha ainda mais relevância nessa transformação. Não existe IA sem dados com qualidade. Nós não estamos defendendo empresa autônoma sem pessoas. Ao contrário. Mas uma empresa que permita melhores processos e governança com a tecnologia e as pessoas tomem melhores decisões. O software não registra mais apenas o trabalho, ele participa de tudo. O desafio é conectar a IA aos dados e processos que movem os negócios com contexto e governança corretas. Segue sendo acabar com os silos. E é aqui que o ERP faz o seu trabalho de orquestração”, reforçou o CEO da SAP Brasil.
Botelho enfatizou que, na empresa autônoma, os agentes IA serão responsáveis por conectar os negócios, mas sempre sob a supervisão humana. O CEO da SAP assinalou que a transformação já começou na prática. “O software está mudando e a IA está se inserindo nele. Não há como excluir as pessoas dessa nova era. As pessoas vão tomar as decisões”, completou.



