Telecom

Justiça manda Oi explicar calote a trabalhadores em cinco dias úteis

Decisão foi tomada pela Desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, que foi responsável pelo julgamento da falência da operadora. Situação dos trabalhadores da SEREDE também entrou na pauta. São nove meses sem receber os direitos trabalhistas.

A Desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, responsável pelo julgamento da falência da Oi, deu cinco dias úteis, a contar desta sexta-feira, 18/9, para a operadora esclarecer o calote dado aos trabalhadores, mesmo depois do acordo firmado entre as partes na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Neste momento, as entidades trabalhistas também tentam se comunicar com a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro (Juízo da Recuperação Judicial), que homologou o acordo firmado entre as entidades representantes dos trabalhadores e a Oi, antes da decretação da falência. Fontes extra-oficiais informam que a audiência teria sido marcada para o dia 07 de outubro, mas não há ainda a confirmação.

Além dos funcionários da Oi – já seriam mais de 1000 demitidos – também há a situação dos cerca de 4 mil funcionários da SEREDE, empresa de manutenção de redes, que estão sem receber qualquer valor da Oi há nove meses, segundo informações das entidades sindicais. Oficialmente a Oi diz apenas que o não pagamento visa “evitar futuros questionamentos no processo de liquidação”. Nesta quinta-feira, 17/7, as entidades representantes dos trabalhadores divulgaram uma carta aberta à Justiça denunciando o descaso e a má-fé da Oi.

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