Parks investe R$ 500 milhões em data center no Rio Grande do Sul
Unidade terá capacidade de 5 MW, oito Data Halls com capacidade para 386 racks de alta densidade para atender nuvem, IA e serviços digitais críticos.

A Parks, eempresa especializada em soluções de conectividade e telecomunicações, vai investir R$ 500 milhões na implantação de um Data Center Tier III localizado no Distrito Industrial de Cachoeirinha (RS). O empreendimento será desenvolvido de forma gradual e escalável, por meio de oito fases de expansão programadas, permitindo que a capacidade instalada acompanhe o crescimento da demanda do mercado e a evolução da operação. Com essa estratégia, o projeto se consolida como um dos maiores investimentos privados em infraestrutura digital do Rio Grande do Sul.
A primeira etapa já está em fase de conclusão e contará com 14 racks, marcando o início da operação do novo ambiente de alta disponibilidade. O projeto foi concebido para atender à crescente demanda por armazenamento e processamento de dados, computação em nuvem, aplicações de Inteligência Artificial (IA) e serviços digitais críticos.
Segundo o CEO da Parks, Fábio Cierro, o investimento posiciona a empresa em um segmento estratégico para o futuro da tecnologia no Brasil. “O mercado exige cada vez mais capacidade de processamento e armazenamento de dados, mas também demanda segurança, disponibilidade e soberania dos dados em território nacional”, afirma.
Rio Grande do Sul busca ampliar capacidade de data centers
De acordo com o CEO da Parks, Fábio Cierro, a infraestrutura mundial de data centers ainda é altamente concentrada. Cerca de 45,2% dessas operações estão localizadas nos Estados Unidos. No Brasil, o país responde por aproximadamente 1,5% dos data centers do mundo, dos quais cerca de 75% estão concentrados no Estado de São Paulo.
O Rio Grande do Sul representa apenas 2% dessa infraestrutura nacional, cenário que ganhou ainda mais relevância após as enchentes de 2024, quando diversos data centers da região foram afetados. “Esse episódio evidenciou a importância de ampliar a capacidade, a resiliência e a descentralização da infraestrutura digital brasileira, fortalecendo também a soberania dos dados em território nacional”, destaca Cierro.
“O volume de dados gerados e processados cresce em ritmo acelerado, impulsionado pela computação em nuvem, pela IA, digitalização dos negócios e pela LGPD. Para acompanhar essa evolução, o Brasil precisa ampliar sua infraestrutura de data centers com segurança, resiliência e capacidade de expansão”, destaca o CEO.
Estrutura de alta disponibilidade
O novo Data Center foi projetado conforme os mais rigorosos padrões internacionais de resiliência e disponibilidade. A infraestrutura contará com capacidade total de 5 MW e 3,3 MW de carga de TI, distribuída em dois edifícios independentes, cada um com quatro Data Halls, totalizando oito ambientes de hospedagem altamente protegidos e isolados.
O complexo terá capacidade para 386 racks de alta densidade, preparados para atender clientes dos segmentos de colocation, cloud computing e aplicações intensivas de IA, com geração de cerca de 40 empregos diretos e indiretos.
A certificação Tier III garante redundância dos sistemas críticos, manutenção sem interrupção das operações e índice de parada próximo de zero, requisitos essenciais para empresas que dependem de disponibilidade contínua de seus serviços digitais.




