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Destruída pelo fogo, Blue Origin reconstrói plataforma para disputar mercado com Starlink, de Musk

CEO da companhia, David Limp, diz que reconstrução da plataforma que explodiu já começou, mas evita dar prazo para a volta ao mercado. Explosão impediu a entrada no espaço dos primeiros 48 satélites da Amazon Leo

A Blue Origin espera retomar os lançamento de aeronaves ainda neste ano, informou o CEO da companhia, David Limp, nesta quarta-feira (17). O executivo discursou na conferência VivaTech, em Paris, ao lado do fundador da empresa, o bilionário Jeff Bezos.

Segundo Limp, a reconstrução do local da plataforma de lançamento, localizada na Flórida, já começou. O executivo, no entanto, não deu mais detalhes ou previsão de uma data de conclusão. A afirmação vem após a New Gleen, nave da Blue Origin, explodir durante um teste na base de lançamentos, em maio deste ano, quando teria a missão de enviar ao espaço os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, similares aos usados pela Starlink, de Elon Musk.

À época, Musk lamentou a explosão da nave. A SpaceX e Blue Origin são as principais empresas na corrida espacial comercial no mundo. A Blue Origin já fez três voos de teste com a New Glenn, todos sem tripulantes. O primeiro aconteceu no início de 2025, quando a nave transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço.

O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX.

Um dos objetivos da exploração espacial é transferir as indústrias poluentes para fora da Terra, disse Bezos, cuja Blue Origin pretende competir com a SpaceX , do trilionário Elon Musk, no setor de foguetes.


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