
O crescimento do consumo de vídeo nos smartphones coloca um desafio de capacidade para as redes móveis e abre espaço para uma nova aplicação do broadcast. Essa foi a avaliação de David Starks, líder de desenvolvimento técnico da AdCore Local e ATSC, durante o painel realizado no Congresso da SET Expo 2026. Segundo ele, não faz sentido utilizar exclusivamente conexões individuais para entregar a grandes audiências um mesmo conteúdo simultaneamente.
A proposta é combinar as duas arquiteturas. O broadcast seria utilizado para distribuir conteúdos de grande escala, como eventos ao vivo e alertas de emergência, enquanto as redes IP fariam o caminho de retorno necessário para interação e personalização. O conceito B2X (Broadcast-to-Everything) amplia ainda mais essa possibilidade, permitindo aplicações que vão além da televisão, como distribuição de atualizações de software, modelos de IA e outros dados.
Para Starks, o Brasil parte de uma base sólida com o desenvolvimento da TV 3.0, mas precisa avançar em experimentação e construção de ecossistema. Isso inclui testar modelos de serviço, avaliar arquiteturas como BCN (Broadcast Core Network), que permite incorporar recursos de IP à infraestrutura de broadcast, e B2X e estimular a criação de receptores, aplicativos, certificações e parcerias entre emissoras e operadoras. A perspectiva é transformar a convergência entre broadcast e mobile em uma nova etapa da televisão aberta.





