Pouco mais de 36% das empresas brasileiras pagam para ter serviços de nuvem
Dados são da pesquisa TIC Empresas, divulgada pelo Cetic.br. O levantamento mostra que o e-mail segue sendo o principal serviço contratado na nuvem, ao lado de software para contabilidade.

Pouco mais de um terço (36%) das empresas brasileiras pagaram para ter capacidade de processamento em nuvem, sendo o porcentual maior entre as grandes corporações (55%) e apenas de 34% nas pequenas. Os dados constam da 16ª edição da pesquisa TIC Empresas, conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
O processamento na nuvem vem aumentando entre as firmas, passando de um total de 21% em 2017 para 23% em 2019, 29% em 2021 e mantendo-se em 33% nas pesquisas de 2023 e 24.
Com relação aos serviços na nuvem, 47% delas contrataram e-mail, 32% software de escritório, 50% software de finanças ou contabilidade, 44% software de segurança e 22% plataforma de computação que fornece um ambiente hospedado para desenvolvimento, teste ou implantação de aplicativos.
No que se refere à conexão à internet, em 2025, 35% das empresas contratam velocidades acima de 500 Mbps, proporção que era de 28% em 2024. Em relação à conexão via fibra óptica, em 2025, 93% das empresas brasileiras tinham esse tipo de conexão, ante 87% em 2021.
O crescimento é ainda mais notável em setores menos conectados de acordo com a série histórica da TIC Empresas: na construção civil, a adoção de fibra óptica aumentou dez pontos percentuais, passando de 51% em 2024 para 61% em 2025.
De acordo com Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br | NIC.br, essa infraestrutura viabiliza avanços na adoção de novas tecnologias. “Sem fibra óptica de alta velocidade, não há como sustentar o “processamento em nuvem” em escala, utilizar dispositivos IoT (Internet das Coisas) com coleta de dados em tempo real ou rodar aplicações de IA com desempenho adequado. A expansão da conectividade é, portanto, indispensável para a transformação digital nas organizações”, afirmou Barbosa em nota.
Internet das Coisas
Já o uso de dispositivos inteligentes e de IoT permaneceu com penetração média em 14% das empresas brasileiras, mesmo indicador de 2023 e 24, com maior penetração entre as de grande porte (40%) e apenas 12% das pequenas firmas contando com IoT.
A estimativa é que 77.316 empresas utilizaram algum tipo de IoT em 2025. O principal uso é para fazer a segurança de instalações (90%), seguido do gerenciamento de consumo de energia (48%), manutenção de equipamentos (44%), gestão logística (43%), atendimento ao cliente (40%) e processos de produção (28%).





