Polícia Federal investiga se um mesmo hacker invadiu os tribunais da Bahia e do Mato Grosso
Ataques são semelhantes também ao feito ao Senado Federal, em março. Tribunais começam a retomar suas atividades. Orientação foi de troca de senhas.

A polícia federal foi acionada para investigar se os hackers que invadiram o Tribunal de Justiça do Mato Grosso são os mesmos que também invadiram o Tribunal de Justiça da Bahia, no dia 18 de setembro, e o Senado, em março. O TJMT segue sem funcionar depois do ataque aos sistemas. O Tribunal redefiniu credenciais de acesso aos sistemas institucionais, incluindo senhas, após o ataque hacker.
Os investigadores da PF apuram se há alguma ligação do ataque sofrido pelo TJMT com o incidente de segurança na plataforma BRBJUS, do Banco de Brasília (BRB), que resultou no desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais do TJBA.
De acordo com o Tribunal baiano, o ataque aconteceu no ambiente tecnológico do BRB, responsável pela gestão da plataforma e das credenciais envolvidas nos acessos, mas diz que os sistemas internos da Corte não foram afetados.
O TJ divulgou, no fim da tarde desta quinta-feira (24), que o BRB restabeleceu integralmente o sistema BRBJus, inclusive para pagamento eletrônico de alvarás.
“A referida comunicação, no entanto, esclarece que a retomada segura e controlada das transações observará, neste primeiro momento, o limite de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) no período diurno, a partir das 7h, e de R$ 100.000,00 (cem mil reais) no período noturno, a partir das 18h”, diz o tribunal.
O contrato do TJ com o BRB teve início em 2022, em um contexto em que a instituição não enfrentava problemas financeiros. No entanto, desde o ano passado, o banco enfrenta uma crise financeira e institucional. Assim, quando o contrato chegou ao fim, no dia 26 de agosto, o TJ decidiu não prorrogar e anunciou um contrato emergencial com a Caixa. Uma decisão do STF, contudo, determinou a manutenção do contrato com o BRB por mais 90 dias.
O ataque aos Tribunais de Justiça é semelhante ao feito no Senado Federal em março. Na ocasião, os servidores foram orientados a trocar as senhas para preservar informações contidas nos computadores do parlamento.



