Pente fino da Anatel gera recorde de contratos para uso de postes: 2 mil em três meses
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 foram recebidos 2.022 contratos, o dobro de todo o volume do ano passado.

A Anatel registrou um aumento expressivo no número de contratos de compartilhamento de postes submetidos à análise entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Ao todo, foram recebidos 2.022 contratos no período — quase o dobro de todo o volume registrado ao longo de 2025, sinalizando uma aceleração na regularização da infraestrutura de telecomunicações no país.
Diante da alta demanda, a Gerência de Monitoramento das Relações entre as Prestadoras (CPRP) organizou uma força-tarefa interna para dar vazão às análises. Como resultado, 1.248 contratos já foram avaliados e encaminhados à Aneel, responsável pela homologação dos acordos. Os processos apresentados mais recentemente, em março, ainda estão em fase de exame pela agência.
O crescimento no envio de contratos está diretamente ligado às ações do plano da Anatel voltado ao combate à concorrência desleal e à regularização da banda larga fixa. Um dos pilares dessa estratégia é o mapeamento detalhado das ocupações de postes — infraestrutura essencial para a expansão das redes de telecomunicações.
Embora a obrigação regulatória de apresentação dos contratos recaia sobre as distribuidoras de energia, a agência observa que as próprias prestadoras de telecomunicações passaram a encaminhar os documentos de forma massiva. O movimento indica um esforço do setor para se adequar às novas exigências e garantir conformidade regulatória.
Esse comportamento também está associado à criação do Cadastro Positivo da Anatel, iniciativa que busca ampliar a transparência sobre a situação das empresas do setor. A proposta é consolidar informações sobre regularidade e incentivar boas práticas na ocupação de postes, um dos principais gargalos da infraestrutura de banda larga no Brasil.
Na avaliação da agência, o Cadastro Positivo deve contribuir para a organização do uso compartilhado dos postes, reduzindo conflitos entre empresas e melhorando a qualidade dos serviços prestados à população. A expectativa é que, com maior visibilidade e padronização, o setor avance na expansão das redes com mais eficiência e segurança.





