
A mais recente edição do relatório de Experiência Móvel no Brasil da Opensignal mostra um cenário de liderança compartilhada entre TIM e Vivo nas principais métricas de desempenho das redes, refletindo a consolidação das redes 5G e a evolução da qualidade de serviço no país. Cada operadora levou para casa seis dos 14 prêmios avaliados, resultado que confirma o equilíbrio competitivo observado desde a expansão do 5G.
A TIM se destacou ao liderar tanto em qualidade consistente quanto em confiabilidade, conquistando o primeiro lugar nas duas métricas de consistência. Foi a quarta vitória consecutiva da operadora na categoria Qualidade Consistente, com pontuação de 72,7% e vantagem superior a quatro pontos percentuais sobre a segunda colocada, a Vivo. Essa métrica avalia com que frequência a experiência dos usuários é suficiente para tarefas mais exigentes, como streaming e navegação pesada. A TIM também assumiu a liderança em Experiência de Confiabilidade, indicador que antes pertencia à Claro e que mede a capacidade de completar com sucesso tarefas básicas de conexão.
A Vivo, por sua vez, liderou as métricas de velocidade. A operadora ficou em primeiro lugar em três das quatro categorias desse eixo: experiência de download, velocidade de download 5G e experiência geral de upload. Na velocidade de download 5G, abriu quase 14 Mbps de vantagem sobre a Claro e, na velocidade geral de download, manteve distância de aproximadamente 2 Mbps. A Vivo também conquistou novos prêmios em experiência de vídeo 5G e experiência de vídeo ao vivo 5G, mantendo ainda sua liderança em experiência de jogos 5G e velocidade de download 5G, o que reforça a força de sua infraestrutura 5G.

Na dimensão audiovisual, a TIM se destacou ao liderar a experiência geral de streaming de vídeo. A operadora ficou em primeiro lugar tanto em Experiência de Vídeo sob demanda quanto em Experiência de Vídeo ao Vivo. O equilíbrio, porém, foi notável entre as três grandes operadoras, separadas por apenas um ponto nas medições. Já no ambiente 5G, foi a Vivo quem assumiu a dianteira tanto no vídeo sob demanda quanto no vídeo ao vivo, com a Claro mantendo proximidade nas pontuações.
O relatório ocorre no momento em que o Brasil completa três anos de operação comercial do 5G. O país tem se destacado internacionalmente pela velocidade de suas redes, com a Anatel reportando que as ativações estão adiantadas em relação ao cronograma. No segundo trimestre de 2025, a cobertura 5G atingiu quase 64% da população, acima da meta de 58% originalmente prevista para 2027. A GSMA Intelligence aponta ainda que o Brasil tem a segunda maior participação de conexões 5G na América Central e do Sul, atrás apenas do Chile, com o percentual crescendo mais de sete pontos entre o fim de 2024 e o fim de 2025.

Mesmo com o avanço, o órgão regulador prepara novos movimentos para garantir capacidade diante da crescente demanda. A Anatel tem previstos leilões futuros, entre eles o espectro residual de 700 MHz e uma possível licitação da faixa de 6 GHz no final de 2026.
O relatório analisou o desempenho da Claro, TIM e Vivo ao longo de um período de 90 dias, entre 1º de outubro e 29 de dezembro de 2025, incluindo avaliações regionais nos 26 estados e no Distrito Federal. Na análise nacional, a TIM manteve o prêmio de Experiência em Vídeo com 63 pontos em uma escala de 100, enquanto Claro e Vivo ficaram a apenas um ponto de distância. Todas figuraram na categoria “Boa”, o que indica capacidade média de entregar vídeo em 720p ou superior, com tempos de carregamento adequados e baixo nível de interrupções. As medições utilizam metodologia baseada em parâmetros da União Internacional de Telecomunicações, com fluxos de vídeo reais transmitidos em diferentes resoluções, incluindo Full HD e 4K.
O cenário consolidado indica que o avanço do 5G elevou o padrão da experiência móvel no país, com ganhos de velocidade e estabilidade e uma competição marcada por alternância nas lideranças conforme o tipo de uso da rede. O resultado reforça o papel do Brasil como um dos mercados mais dinâmicos de telecomunicações da região e antecipa novos desdobramentos regulatórios e tecnológicos para os próximos anos.





