Amazon vai pagar mais de R$ 5 bilhões em reembolso de produtos
Acordo judicial envolve acusações de falhas no processamento de reembolsos de produtos devolvidos.

A Amazon concordou em pagar US$ 309,5 milhões (R$ 1,61 bilhão) em um fundo comum para consumidores nos Estados Unidos, como parte de um acordo judicial que resolve acusações de falhas no processamento de reembolsos de produtos devolvidos. A empresa também contabilizou mais de US$ 600 milhões (R$ 3,11 bilhões) em valores já reembolsados ou em vias de serem pagos, elevando o total do acordo para mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,19 bilhões), segundo documentos apresentados à Justiça. O tratamento do caso foi revelado primeiro pela agência Reuters.
O processo coletivo, aberto em 2023, acusava a companhia de causar “substanciais perdas monetárias injustificadas” a consumidores que devolveram produtos, mas continuaram sendo cobrados por eles. De acordo com os autos, a Amazon já emitiu cerca de US$ 570 milhões (R$ 2,96 bilhões) em reembolsos e ainda tem aproximadamente US$ 34 milhões (R$ 176,46 milhões) pendentes. A quantia adicional de US$ 309,5 milhões (R$ 1,61 bilhão) será destinada a um fundo que não pode ser recuperado pela empresa caso haja sobra após a distribuição.
Além disso, a gigante do comércio eletrônico se comprometeu a oferecer mais de US$ 363 milhões (R$ 1,88 bilhão) em medidas não monetárias para aprimorar seus sistemas de devolução e reembolso, incluindo melhorias operacionais e tecnológicas. A empresa negou qualquer irregularidade.
Em comunicado enviado ao site TechCrunch, a Amazon afirmou que uma revisão interna realizada em 2025 identificou um subconjunto limitado de devoluções envolvendo problemas no fluxo de pagamento ou na verificação do item devolvido. Segundo a empresa, os reembolsos começaram a ser emitidos ainda em 2025, e o acordo prevê compensações adicionais aos consumidores elegíveis.
O acordo é mais um entre os recentes litígios envolvendo a companhia. Em 2024, a Amazon concordou em pagar US$ 2,5 bilhões (R$ 12,97 bilhões) para encerrar uma ação movida pela Comissão Federal de Comércio (FTC), que acusava a empresa de induzir usuários a assinar o serviço Prime e dificultar o cancelamento da assinatura. A Amazon ainda está recebendo solicitações de consumidores afetados por aquele caso.



