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Na Febraban Tech da Inteligência Artificial, Banco Central diz que IA têm divergencias

A inteligência artificial vai resolver o problema econômico da escassez em definitivo ou se trata de uma ameaça à existência da humanidade? A questão foi colocada por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, ao abrir a edição de 2026 do Febraban Tech, nesta segunda-feira, 24/8. “Esse é o tamanho das divergências que existem sobre as projeções de IA”, disse, mostrando uma foto criada por inteligência artificial generativa do Jardim Botânico na sua inauguração.

“Curiosamente, ainda no século 19, quando estava sendo inaugurado o Jardim Botânico, existia a discussão na economia de que a humanidade estava fadada ao problema da fome, porque os alimentos, a agricultura cresciam em progressão aritmética, enquanto as pessoas, a população crescia em progressão geométrica. Toda a inovação que veio com a tecnologia na agricultura, permitiu a gente superar esse debate. Esse debate foi superado”, falou.

Ao fazer analogia com o momento atual, o presidente do BC ressaltou a dificuldade em fazer projeções sobre o que que vai ser a inovação tecnológica. No caso do sistema financeiro, destacou o reconhecimento mundial acerca da eficiência tecnológica brasileira, construída ao longo do tempo e que culminou com algo que saiu da discussão de back office para chegar à população em geral.

Galípolo também ressaltou medidas tomadas para combater o que ele chamou de falsa dicotomia sobre estabilidade, segurança e competição, ao abrir a edição de 2026 do Febraban Tech. “Todos vocês que são sérios querem competir a partir da lógica de quem presta o melhor serviço para os seus clientes, de quem tem uma vantagem tecnológica e uma vantagem competitiva. Ninguém quer um competidor ou um vencedor, porque ele tem um apetite a risco, não no sentido de ser o risco inerente do negócio”, disse.

Por isso, deve-se contar com um sistema mais forte, um ambiente competitivo mais isonômico e seguro para que as inovações tecnológicas possam ocorrer e se revelarem mais serviços de qualidade para a população.


Pix


Ao falar sobre o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), destacou a confiança que a população tem no Pix e deu números: 80 bilhões de transações realizadas pelo Pix em 2025, R$ 35 trilhões movimentados pela plataforma ao longo de 2025, 900 milhões de chaves de Pix cadastradas com 162 milhões de pessoas e 16,6 milhões de empresas, 140 milhões de pessoas físicas usuárias e 12,8 milhões de empresas usuárias.

“O Pix é responsável por um processo de inclusão muito forte; inclusão não só bancária, mas de acesso a serviços financeiros brasileiros”, frisou, explicando que o processo de inclusão estava praticamente estável (flat) ao longo dos anos que antecedem a inovação e a criação do Pix. “Esse processo de inclusão se deu também em especial na baixa renda. Em dezembro de 23, três anos após o lançamento da plataforma, 74,4% dos adultos que tinham registro no CadÚnico já tinham uma chave Pix e 72% utilizavam o Pix.”

Com relação às últimas medidas tomadas, citou o desenvolvimento de sistema de alerta de movimentações atípicas no SPI, o botão de contestação do MED e o limite de R$ 15 mil para Pix e Ted para instituições de pagamento não autorizadas. “Agora é importante que a gente consiga ter o uso responsável dos serviços financeiros, que as pessoas possam conhecer melhor, qual é o sustainability, qual é a melhor linha adequada, como é que a gente usa de maneira adequada esses serviços que agora estão mais disponíveis.”

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