Governo

Governo quer uma nuvem 100% brasileira e soberana

Nuvem brasileira sai de um acordo de cooperação entre o Ministério da Gestão, ABDI, Serpro e BNDES. Edital para participação das empresas brasileiras sai nesta sexta-feira, 21/8.

Um dos anúncios feitos na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio Grande do Norte foi a criação de uma Nuvem brasileira, por meio de uma parceria entre os setores público e privado para desenvolver no país componentes críticos da tecnologia de computação em nuvem e criar uma alternativa brasileira para armazenamento e processamento de dados e sistemas.

De acordo com o governo, a iniciativa quer ampliar o domínio nacional sobre essa infraestrutura e reduzir a dependência de grandes provedores estrangeiros. Segundo o governo, a ideia é buscar soluções baseadas em padrões abertos e interoperáveis e tecnologia nacional em componentes críticos, de forma a reduzir também o risco de dependência de uma única empresa ou tecnologia.

O acordo de cooperação entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serpro e o BNDES dará início à estruturação do projeto que começa com um edital, que contou a ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweeck será lançado nesta sexta-feira, 21 de agosto, para que as empresas brasileiras revelem interesse em participar.

“A história está sendo vivida. Quem quiser fazer tecnologia brasileira, o momento é esse. Apenas seis empresas no mundo – 1 chinesa e 5 americanas – fazem a nuvem funcionar. Nós queremos ter a nossa nuvem. Nossos dados têm de estar aqui”, sustentou a ministra.

A estratégia prevê utilizar a demanda e a capacidade de contratação do Estado para ajudar a criar escala para fornecedores brasileiros e estimular o desenvolvimento de soluções nacionais que possam atender tanto o setor público quanto o mercado privado.


A iniciativa parte da experiência da Nuvem de Governo, já operada por Serpro e Dataprev. Fontes do governo asseguram que Dataprev e Telebrás, que ficaram de fora dessa etapa inicial, vão fazer parte do projeto mais à frente. “Eles estão dentro da iniciativa. Essa nuvem será uma evolução da nuvem do governo”, garantiu uma fonte, mas sem detalhar a iniciativa.

O ponto nebuloso da iniciativa é que o governo ainda não definiu se essa nuvem 100% brasileira ficará sob o comando do Serpro ou se uma nova empresa será criada para a gestão dessa nuvem 100% brasileira. Também não foram revelados valores a serem aportados.

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