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IA com a ANPD e Cibersegurança com a Anatel é complexo e exigirá articulação política

O assessor especial do GSI, Marcelo Malagutti, adverte ainda que a inteligência artificial não é o único vetor de atenção na cibersegurança pensando em ataques hackers. A computação quântica e a computação de borda exigem atenção redobrada dos gestores de segurança.

O Brasil está atrasado com a elaboração do seu Marco Legal de Segurança e o país perde espaço diante de outros países, lamentou o Assessor Especial do GSI, Marcelo Malugutti, ao falar sobre a posição defendida pelo Superintendente Executivo da Anatel, Gustavo Borges, durante o painel da ABR Telecom, no Painel Telebrasil 2026, realizado em Brasília.

Em entrevista à CDTV, do Portal Convergência Digital, Malagutti advertiu que a inteligência artificial não pode ser vista como o único vetor de risco à cibersegurança. “A computação quântica e a computação de borda são riscos e devem ter a atenção redobrada pelos gestores de segurança da informação”, detalhou.

Malagutti também se revelou preocupado com a motivação de se colocar a ANPD como a reguladora da Inteligência Artificial. Ele ressalta que a crítica não é com relação à ANPD em si, mas ao fato que a IA vai muito além de dados pessoais. Ressalta que a questão da governança também pode ser aprimorada, mas lembra que o projeto ainda está em discussão e é possível obter melhorias.

Quando implantada a Autoridade Nacional de Cibersegurança, seja uma agência dedicada ou a Anatel, Malagutti admite que a interrelação entre duas agências é complexa, mas perfeitamente possível, e se fará crucial para o sucesso das ações. “IA e cibersegurança andam juntas. Será complexo esse alinhamento? Sim, será. Mas é preciso articular pelo melhor para o Brasil”, opinou. Assista a íntegra da entrevista.


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