
A Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal está sendo concebida com criptografia pós-quântica, que busca proteger dados contra futuras ameaças resultantes do avanço da tecnologia de computação. A EAF (Entidade Administradora da Faixa), responsável pela implantação da rede fixa, selecionou desde a concepção inicial esse nível de criptografia por causa do alto nível de segurança exigido para o tráfego de informações sensíveis do governo.
A implantação da Rede Privativa é uma das atribuições da EAF definidas no edital do leilão do 5G. O projeto contempla a instalação de uma malha própria de fibra óptica dedicada à Administração Pública Federal. A infraestrutura permite a transmissão de grandes volumes de dados com maior desempenho e disponibilidade, reduzindo gargalos e aumentando a confiabilidade das comunicações governamentais.
A adoção da criptografia pós-quântica foi incorporada ao projeto desde seu esboço inicial, em razão do alto nível de segurança exigido para uma infraestrutura destinada ao tráfego de informações sensíveis do governo. Essa tecnologia de ponta adotada funciona como uma camada ainda mais segura para proteger um cofre de invasões. “A Rede Privativa tem cuidados muito rigorosos desde a sua concepção. Ela foi desenhada com os melhores critérios de segurança, já que estamos falando de dados muito sensíveis. São soluções já pensadas para o avanço da tecnologia no futuro”, explica Otavio Scardelato Junior, gerente da EAF.
A preocupação está relacionada à expectativa de que futuros computadores quânticos tenham capacidade para quebrar sistemas de criptografia utilizados atualmente. Nesse cenário, ganha relevância a proteção contra uma estratégia conhecida como harvest now, decrypt later (“colha agora, decifre depois”), em que informações protegidas são obtidas e armazenadas para serem decodificadas no futuro, quando houver capacidade tecnológica para isso.
“Não sabemos o que vai acontecer com os computadores quânticos, mas a Rede Privativa está sendo concebida com criptografia incorporada para esse nível de segurança. É um patamar muito elevado”, destacou o gerente da EAF. Segundo Scardelato, a ameaça não está restrita a ataques realizados com o objetivo de produzir efeitos imediatos – é preciso se preparar para a evolução da tecnologia. “Por isso a rede que vamos entregar vai ter um alto nível de segurança e confiança.”



