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Reeleito, Lula quer IA brasileira; promete incentivar data centers e acelerar regulação das big techs

O discurso do presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois dos resultados teve boa parte dedicada à economia digital.

Em seu primeiro discurso após ser reeleito com 51,79% dos votos no domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratou como prioridade no seu quarto mandato a regulação das big techs e o fomento de uma inteligência artificial que fale português.

Ao falar sobre as big techs, Lula afirmou ter vencido a “intromissão das plataformas digitais” e disse que vai trabalhar pela regulação das big techs. “Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grandes, ganhando milhões e bilhões, não pagando nenhum imposto pra esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país.”, disse. O projeto de regulamentação das Big Techs está no Congresso Nacional e travou por conta das eleições.

Ao longo das últimas semanas, a campanha do petista acusou a Meta, empresa que controla o Instagram, Facebook e WhatsApp, de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro. Lula falou que vai incentivar os data centers e é bom lembrar que a regulamentação do Redata, programa de benefícios está no Poder Executivo para ser regulamentado. “Quero investir em economia digital, economia verde e economia criativa”, sinalizou.

Lula também falou sobre Inteligência Artificial. No seu discurso, o presidente reeleito sustentou que vai reforçar o ensino de matemática e engenharia nas escolas. “Iremos ensinar mais matemática, mais engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana, eu quero criar uma brasileira. Nós temos que aproveitar o potencial energético de um país que talvez seja o que tem a maior capacidade de energia renovável, pra trazer pra cá os data centers necessários para acumular também os nossos dados pro Brasil”, afirmou.

“Nós queremos fazer desse país um país que pare de ser um país em via de desenvolvimento e se transforme num país desenvolvido. Nós vamos exercitar o potencial criativo desse povo. Deixar de ser um país periférico. Nós queremos ser um país central nas decisões políticas, econômicas e na decisão pela paz”, disse Lula.


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