GovernoInovação

Rio de Janeiro: Brasil tem de regular incentivos agora para jogar o jogo a IA

Secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, diz que a cidade do Rio de Janeiro se prepara para ser um polo global de IA.

O Rio de Janeiro quer aproveitar a expansão da inteligência artificial (IA) para se consolidar como um polo global de infraestrutura digital e de desenvolvimento de soluções tecnológicas. A estratégia foi apresentada nesta terça-feira (11), durante o lançamento oficial do AI Cities Summit, evento internacional dedicado à discussão sobre infraestrutura digital e cidades inteligentes, que acontecerá na cidade em 2027. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, representou o prefeito Eduardo Cavaliere e participou do painel “Funding the Future – The economic multiplier of AI & Digital Infrastructure in national & regional economies”, que debateu os impactos econômicos dos investimentos em IA e infraestrutura digital.

Segundo Osmar, o Rio passou a disputar espaço em um cenário global no qual cidades buscam atrair investimentos e desenvolver ecossistemas ligados à inteligência artificial. Para ele, o momento representa uma oportunidade para a cidade e para o Brasil. “O Rio não estava jogando esse jogo há dois anos. Agora não estamos apenas no jogo, mas temos a oportunidade de viver esse jogo”, afirmou. Na avaliação do secretário, a construção desse ecossistema depende da integração entre empresas, universidades, investidores e poder público.

O secretário destacou ainda vantagens que podem favorecer o Rio na atração de investimentos em data centers e infraestrutura digital, como a oferta de energia limpa, disponibilidade de áreas, mercado consumidor, mão de obra qualificada e a presença de universidades e instituições de pesquisa. Para Osmar, os efeitos vão além da instalação de grandes estruturas físicas. “Não estamos falando apenas de construir uma infraestrutura física. Estamos falando de uma infraestrutura que pode ter impacto multiplicador em todas as indústrias”, disse.

Osmar também defendeu as parcerias público-privadas (PPPs) como alternativa para viabilizar grandes investimentos em infraestrutura digital. Segundo ele, projetos de data centers exigem elevados aportes iniciais e tornam fundamental a participação do capital privado, enquanto o poder público pode contribuir com incentivos, legislação, planejamento e a criação de condições para os investimentos. Para outros projetos, como supercomputadores e centros de dados voltados à educação, também pode haver espaço para participação direta do setor público.

Outro ponto destacado foi a matriz energética brasileira, que, segundo Osmar, pode ser uma vantagem competitiva na atração de investimentos. Para ele, o país deve aproveitar a disponibilidade de energia limpa para agregar valor à economia por meio de atividades de maior intensidade tecnológica. A estratégia, porém, depende de avanços regulatórios.


“Precisamos ser rápidos. A regulação é o ponto principal agora”, afirmou. Na avaliação do secretário, os próximos dois anos serão decisivos para definir a posição do Brasil nessa cadeia global para atrair os primeiros grandes investimentos, capazes de estimular a instalação de empresas e fornecedores.

Ainda Segundo Osmar, a estratégia do Rio é estimular o desenvolvimento de empresas e soluções tecnológicas e conectar a infraestrutura digital a diferentes setores da economia. “A expectativa é transformar a cidade não apenas em destino para data centers, mas também em um centro de desenvolvimento e exportação de soluções de inteligência artificial.”

Botão Voltar ao topo

Isso vai fechar em 0 segundos