Europa anuncia sete gigafábricas de Inteligência Artificial para resistir aos EUA e China
União Europeia vai investir 10 bilhões de euros e planeja atrair pelo menos mais 20 bilhões da iniciativa privada. Fornecedores serão conhecidos no começo de 2027. Inscrição dos interessados termina no dia 12 de novembro.

A União Europeia (UE) vai financiar a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial (IA) em países do bloco, em um investimento de € 10 bilhões (US$ 11,5 bilhões), informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira (30). A iniciativa faz parte dos esforços da UE para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.
A Comissão afirmou que pretende atrair pelo menos € 20 bilhões em investimentos privados para os projetos. Inicialmente, o plano previa a construção de cinco gigafábricas, mas o número foi ampliado para sete devido ao forte interesse dos países do bloco.
As instalações vão reunir processadores avançados de IA, softwares, tecnologia em nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers. Elas serão somadas às 19 fábricas de IA já existentes em diferentes países da União Europeia.
“O acesso à escala bruta do poder computacional dentro das gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento da IA acelera”, afirmou Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da União Europeia, em comunicado.
Empresas de tecnologia, provedores de serviços em nuvem, entidades públicas e investidores poderão formar consórcios ou veículos de propósito específico para se candidatar à participação nas gigafábricas.
O processo de inscrição termina em 12 de novembro. A Comissão espera anunciar os vencedores no início de 2027, e a previsão é que as instalações entrem em operação até 18 meses após a assinatura dos contratos. As empresas AMD, Nvidia e Qualcomm assinaram cartas de intenção com a Comissão Europeia para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos das gigafábricas.




