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Microsoft inaugura o primeiro Estúdio de Soberania e Resiliência Digital das Américas

Em um movimento estratégico para apoiar o mercado corporativo, a Microsoft Brasil inaugurou nesta quinta-feira, 03, em São Paulo, o Estúdio Microsoft de Soberania e Resiliência Digital. Este é o primeiro espaço das Américas dedicado a auxiliar organizações públicas e privadas na definição de diretrizes para proteger dados, atender a conformidades regulatórias e implementar serviços de nuvem e inteligência artificial (IA) com controle e segurança.

O lançamento conecta-se aos investimentos da companhia no Brasil. Em setembro de 2024, foi anunciado um aporte de R$ 14,7 bilhões até 2027 para expandir a infraestrutura de nuvem e IA em solo nacional, o que resultou no desenvolvimento de dezenas de data centers e dois novos data halls já em funcionamento no estado de São Paulo.

Até aqui, a rede de estúdios de soberania da Microsoft estava restrita a unidades localizadas na Europa e na Ásia. A escolha de São Paulo para receber a primeira filial do continente demonstra o protagonismo do Brasil na transformação digital regional. O espaço funcionará acoplado ao Microsoft Innovation Hub, que integra uma rede de 39 centros globais de inovação.

“É dentro desse espaço que inauguramos nosso estúdio de soberania. O Brasil é o primeiro a receber um hub de soberania nas Américas. Vamos ajudar organizações públicas e privadas, trazendo nossa visão de tecnologia para resolver problemas reais de nossos clientes”, ressalta Marcondes Farias, diretor do Innovation Hub da Microsoft Brasil.

Do ponto de vista de negócios, as perspectivas de mercado são impulsionadas pelo crescimento da IA e pelas rígidas exigências normativas. Setores como governo, finanças e bens de consumo apresentam uma grande demanda por testes de resiliência tecnológica. No primeiro momento, o laboratório físico estará limitado a clientes corporativos do segmento enterprise e operará sem custos. Os projetos serão recebidos por submissão e organizados em uma fila de atendimento baseada na capacidade técnica da equipe.


“O estúdio vem com esse foco de testar cenários de resiliência. Temos que olhar isso como uma opção adicional para nossos clientes. Tenho que oferecer ao cliente opções de contrato que prevejam esses cenários e permitindo a resiliência. Não se trata de uma solução única”, pontua Farias.

Fábrica de inovação

O espaço físico atuará como uma “fábrica de inovação”, permitindo simulações ao vivo de situações críticas de conformidade regulatória, cibersegurança e continuidade de negócios. A jornada de atendimento utiliza a metodologia de design thinking estruturada em quatro etapas: identificação do problema de resiliência, desenho preliminar da solução, desenho de arquitetura de rede/dados e prototipação, em um processo que pode durar de quatro a mais dias, conforme a complexidade.

No estúdio, os clientes poderão testar arquiteturas híbridas e Landing Zones soberanas — templates de rede e virtualização que garantem que o tráfego e o processamento de dados ocorram estritamente em território brasileiro. Há também demonstrações de IA com processamento local de dados e barreiras que impedem que a própria Microsoft acesse as informações sem a permissão do cliente. “Faltava o componente de testar cenários focados em resiliência de soberania digital aqui no Brasil. Nossos clientes vivem cenários diversos, regulações, políticas governamentais. Eles nos demandavam sobre como poderíamos ajudá-los”, revela Farias.

Uma das grandes apostas tecnológicas do estúdio é o Azure Local. De acordo com Fabio Hara, engenheiro sênior de soluções do hub, a ferramenta permite rodar workloads que possuam restrições regulatórias, de baixa latência ou que requeiram processamento de IA na borda (edge), rodando em hardwares homologados de parceiros globais (como Dell, HP e Lenovo) e trabalhando de forma totalmente desconectada, por exemplo, em navios ou locais remotos com baixa conectividade.

“Acreditamos que as organizações não precisam escolher entre soberania e inovação. Nosso objetivo é oferecer soluções que ajudem clientes a manter controle sobre seus dados, atender requisitos regulatórios e acessar os benefícios das tecnologias mais avançadas”, afirma Hara. O vice-presidente de relações governamentais da Microsoft, Elias Abdalla, destaca o forte compromisso legal da companhia com a governança local. “Para nós soberania é compromisso com o País e temos uma história de 37 anos aqui no Brasil. O grande ponto é pensar em uma arquitetura híbrida como uma forma de saída ou de backup”, conclui, ressaltando que, com essas iniciativas, a Microsoft acelera a expansão da inteligência artificial de forma segura, garantindo governança e impulsionando a digitalização confiável do mercado nacional.

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