Falência da Oi: Calote universal é risco real e fornecedores de serviço de rede querem ir à Justiça
"Com a falência há uma situação de absoluta incerteza sem nenhuma garantia de pagamentos, mas há a obrigação de manter os serviços ativos imposta pela Justiça. Quem paga essa conta?", adverte a presidente da FENINFRA, Vivien Suruagy.

O maior risco para trabalhadores e fornecedores de serviços da Oi é o calote universal, adverte a presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), Vivien Suruagy. “Não tenho dúvida que a situação dos trabalhadores e dos fornecedores de serviços é de absoluta incerta. Ninguém garante que haverá os pagamentos”, lamenta a executiva.
Em entrevista ao portal Convergência Digital, Vivien Suruagy antecipa que no dia 24 de setembro acontece uma reunião do grupo de trabalho no Ministério do Trabalho cujo tema central será a situação dos trabalhadores e dos fornecedores da Oi. “A maior parte dos trabalhadores afetados é do regime CLT. Eu quero saber se as condições acordadas na justiça estão sendo respeitadas. Se há homologações efetivas dos acordos com os trabalhadores. E precisamos também pensar nos fornecedores. Muitos vão quebrar, se já não quebraram e não há nenhuma garantia para receber. Se os grandes não recebem, imagina os pequenos”, lamenta a presidente da Feninfra.
Segundo a executiva, a falência da Oi exige a preservação de recursos financeiros, contratos com fornecedores e profissionais qualificados para manter os serviços essenciais da operadora até que sua transferência para outros prestadores seja concluída. “Minha grande preocupação é: até quando os fornecedores vão manter os serviços sem receber? É justo obrigar quem não está recebendo nada manter os serviços?”, indaga Vivien Suruagy.
A entidade, inclusive, já estuda a possibilidade de ir à Justiça contra a falência da Oi. “A conta vai ser nossa da falência da Oi? Como a justiça vai se posicionar? Temos que garantir os nossos direitos. Temos a obrigação, mas não há o dever de pagar? Se o fornecedor quebra, vira uma bola de neve”, adverte a executiva.

