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Adriana Aroulho, SAP: Reforma Tributária catalisou migrações para nuvem

O conceito de empresas autônomas é uma visão da SAP para um futuro no qual agentes de IA e humanos vão trabalhar juntos, mas a capa agêntica não substitui o ERP, conforme ressaltou Adriana Aroulho, presidente da SAP América Latina e Caribe.

O conceito de empresas autônomas é uma visão da SAP para um futuro no qual agentes de IA e humanos vão trabalhar juntos, mas a capa agêntica não substitui o ERP, conforme ressaltou Adriana Aroulho, presidente da SAP América Latina e Caribe. Em entrevista à CDTV, a executiva explicou a diferença de companhias altamente integradas e usando inteligência artificial em diversos processos para adoção da tecnologia RPA, a automação robótica de processos.

Aroulho frisou que, na empresa autônoma, o sistema integrado de gestão atua como cérebro por meio do qual a capa agêntica consegue executar trabalhos fim a fim, sempre com humanos no controle.

“RPA era uma tecnologia de automação de processo. A visão da empresa autônoma é muito mais ampla, com vários componentes. A gente tem alguns pilares nessa visão. O primeiro é que o ERP segue sendo o cérebro da operação, é onde a gente tem o centro nervoso de comando e os dados com todo o contexto daquela operação. Um outro pilar superimportante é o da capa agêntica, que é a nossa Business AI Platform, que traz contexto, que traz possibilidade de construção dos agentes e muitos mecanismos de governança de agentes. Outro componente é o que a gente chama da Autonomous Suite”, explicou.

Nesse caminho, a nuvem é um pré-requisito para que as empresas realmente tirem o máximo do que a inteligência artificial tem a oferecer. “Junto com a migração para a nuvem trazemos a visão do clean core, que o sistema deve estar limpo, standard, para que as customizações, quando necessárias, estejam em outros níveis. Tudo isso é super importante para que os dados estejam harmonizados. Os dados sempre são o ponto de partida de tudo”, detalhou.

Reforma tributária impulsionando migrações


A executiva explicou que a necessidade de se adequar à reforma tributária está levando empresas de diferentes setores a migrarem seus sistemas já considerando os ajustes tributários requeridos. “Acelerou a onda de migração para computação em nuvem, porque as empresas precisam se preparar para a reforma tributária e tomaram a decisão de ir para o modelo cloud”, disse, enfatizando o compromisso da SAP de adequar as soluções para a legislação. “Estamos em dia com as entregas, mas os clientes têm de fazer a lição de casa.”

Ela explicou que a reforma tributária foi catalisador de muitas migrações, porque a maioria das empresas que precisavam modernizar suas arquiteturas optou por não levar a cabo dois projetos. Não foi, então, primeiro adequar à reforma tributária para depois migrar para a nuvem. “Eu aproveito esta janela e faço um único projeto. A gente viu muitas empresas usarem esse momento da migração para se preparar.” O fato, disse a executiva, é que a reforma tributária, por um lado, traz simplificação, mas, por outro, traz sofisticação da forma de apurar. “Ela pede mais tecnologia.” Assistam a entrevista.

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