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Bradesco e Intelbras se unem para combater a fraude da falsa ajuda no autoatendimento

Solução combina videomonitoramento e reconhecimento facial e há um disparo de alerta para os correntistas. Ao perceber que foi identificado, o suspeito costuma deixar a agência sem consumar o golpe.

Diante da fraude da falsa ajuda, Bradesco e Intelbras se uniram para desenvolver uma solução para combater um golpe que mira principalmente idosos e pessoas vulneráveis nas salas de autoatendimento, em que o fraudador se passa por funcionário do banco ou por alguém prestativo para induzir a vítima a repetir uma operação de saque em outro caixa, enquanto, no caixa original, o golpe é consumado. O prejuízo não é só financeiro: é de confiança e de imagem, agência por agência.

Ao participar do CDCast, do portal Convergência Digital, realizado durante o Febraban Tech 2026, James Anselmo, especialista de soluções de segurança eletrônica no Bradesco, e Leandro Eustáquio, gerente de soluções da Intelbras, contaram como o desenvolvimento de um gravador híbrido customizado, com 40 canais (16 IP e 24 analógicos) resolveu o problema.

Aproximadamente 80% das agências contam com a solução instalada; e a expectativa é chegar a 100%. “Tivemos uma redução significativa na quantidade de solicitações de reembolsos por golpes na sala de autoatendimentos por volta de 37%. Mas o mais impactante é o valor de reembolso mesmo, do ticket médio de reembolso, que caiu por volta de 60%”, apontou Eustáquio.

O Bradesco conta com um parque misto de câmeras, reconhecimento facial em canais analógicos e detecção inteligente de movimento em canais IP. O equipamento carrega no próprio nome a marca dessa personalização: iMHDX 9116 FT BR, o “BR” identifica a versão feita sob medida para o banco. Mais de 1.500 unidades já foram entregues.

“Somos fabricantes de hardware e software; e já tínhamos reconhecimento facial fazia tempo. Quando o banco veio com essa urgência, a gente teve que realmente customizar, fazer algo específico, porque o parque instalado hoje do Bradesco é diferente do mercado e tem bastante cenário analógico ainda. A gente acabou construindo essa customização em um gravador híbrido”, detalhou Anselmo, da Intelbras.


As câmeras capturam a imagem, o gravador faz o reconhecimento facial e compara com uma base de suspeitos já identificados pelo Bradesco. Havendo compatibilidade mínima (entre 85% e 90%), o sistema de áudio da agência dispara automaticamente uma mensagem de alerta, algo como “Prezados clientes, não aceitem ajuda de estranhos”. Ao perceber que foi identificado, o suspeito costuma deixar a agência sem consumar o golpe. Assistam a entrevista.

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