IBM fecha acordo de US$ 1 bi com o governo Trump e terá a primeira fábrica de computação quântica dos EUA
Unidade ficará em Nova York e fabricará chips em wafers de 300 milímetros. A IBM vai aportar mais US$ 1 bilhão na nova fábrica.

A Anderon, empresa da IBM, anunciou a finalização de um aporte de US$ 1 bilhão do Departamento de Comércio, estruturado como uma subvenção para pesquisa e desenvolvimento no âmbito da Lei Chips e Ciência, de 2022.
A IBM é a mais recente desenvolvedora de tecnologia quântica a garantir um acordo de financiamento com o governo. Na semana passada, Rigetti Computing, D-Wave Quantum e Quantinuum assinaram acordos de US$ 100 milhões cada com o Departamento de Comércio, em troca de participações acionárias em seus negócios.
A criação da Anderon ressalta um esforço federal mais amplo para proteger as cadeias de suprimentos domésticas. A forte intervenção do governo Trump no setor quântico reproduz iniciativas anteriores nos segmentos de semicondutores e minerais críticos.
A IBM é a principal beneficiária de um pacote de financiamento de US$ 2 bilhões anunciado inicialmente em maio. A iniciativa inclui acordos com desenvolvedoras menores de computação quântica, além de um pacto de US$ 375 milhões com a fabricante de chips GlobalFoundries para criar uma unidade de negócios voltada à fabricação doméstica.
A Big Blue se comprometeu a investir US$ 1 bilhão para apoiar a Anderon, que funcionará como uma subsidiária da companhia. O chefe de pesquisa da IBM, Jay Gambetta, disse à Barron’s em maio que a empresa havia chegado a um ponto em que pretendia projetar um novo processador quântico todos os anos, o que exigiria uma “fábrica de referência confiável”.
Localizada no norte do Estado de Nova York, a fábrica de chips em wafers de 300 milímetros terá a IBM como apenas uma de suas clientes. O interesse de outras empresas, como a D-Wave, ressalta seu papel no ecossistema quântico.
Diferentemente dos sistemas atuais baseados em bits, os computadores quânticos utilizam fenômenos da física em escala microscópica para processar dados. Isso abre um cenário matemático muito mais rico e permite abordar problemas que, sozinhos, os equipamentos clássicos não conseguem resolver.
Além do pacote de financiamento de US$ 2 bilhões, o governo pretende promover o avanço da computação quântica por meio da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa), um braço do Departamento de Defesa. Como parte de um rigoroso esforço de validação, a Darpa recrutou cientistas de quase uma dúzia de empresas para determinar se elas conseguem construir, até 2033, um computador quântico de escala útil e com correção de erros.



