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Rio de Janeiro ganha supercomputador de R$ 1, 2 bi da Huawei e iFlytek

Brasil também participará do desenvolvimento de chips com arquitetura aberta Risc-V para reduzir a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países.

O Rio de Janeiro perdeu o supercomputador de IA do governo Federal para o Rio Grande do Norte, mas  vai ganhar uma infraestrutura de supercomputação – de menor porte – executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em parceria com Huawei e iFlytek. A iniciativa vai ampliar a capacidade de processamento disponível no país, e prevê transferência de tecnologia, parcerias de pesquisa e desenvolvimento, formação de profissionais e desenvolvimento de uma pilha de software soberana.

A iniciativa prevê o desenvolvimento de um modelo de linguagem de grande escala (LLM) nacional e de modelos de inteligência artificial em português, permitindo criar soluções mais adequadas ao idioma, aos dados e às necessidades brasileiras. O investimento é estimado em R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos e o início das operações está previsto para julho de 2027.

A proposta inclui ainda a capacitação de 3 mil brasileiros em cinco anos. As contrapartidas da parceria incluem aspectos relacionados a transferência de tecnologia, formação de profissionais e pesquisa e desenvolvimento.

Chips em arquitetura aberta

O governo também anunciou a participação brasileira no esforço internacional de desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, que amplia as possibilidades de desenvolvimento tecnológico e reduz a dependência de arquiteturas proprietárias. Iniciativa é uma estratégia de longo prazo, com horizonte de 10 a 15 anos, para ampliar a capacidade brasileira de desenvolver chips e reduzir a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países.


A iniciativa será baseada na arquitetura RISC-V, uma tecnologia aberta e não proprietária que permite desenvolver e adaptar componentes sem depender exclusivamente de arquiteturas fechadas. A frente será conduzida em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha, e busca ampliar o domínio brasileiro sobre tecnologias críticas para a computação de alto desempenho e a inteligência artificial. Aqui no Brasil, o parceiro será o Instituto Eldorado, em São Paulo.

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