A implementação do Open Finance trouxe desafios para todo o sistema financeiro, mas, no caso do cooperativismo, a complexidade ganhou dimensões próprias. Com mais de 350 cooperativas, cada uma considerada uma instituição financeira independente perante o Banco Central, o Sicoob precisou adaptar processos, jornadas digitais, conceitos de marca e estruturas tecnológicas para viabilizar o compartilhamento de dados e a iniciação de pagamentos dentro do modelo cooperativo.
Em entrevista à CDTV, do Convergência Digital, Jhonathan Hiroshi, gerente de arquitetura tecnológica do Sicoob, explica como a instituição enfrentou essas particularidades e os obstáculos que ainda precisam ser superados. Entre os desafios está a construção de jornadas de consentimento entre cooperativas participantes, que precisaram ser incorporadas ao aplicativo, além da necessidade de oferecer experiências mais simples e personalizadas aos cooperados.
Hiroshi também aborda os impactos das exigências de segurança. O Open Finance demanda certificações específicas, o que aumenta a necessidade de equipes especializadas e amplia a complexidade operacional das instituições.
Outro ponto crítico é o monitoramento regulatório. Segundo o executivo, os critérios de disponibilidade e desempenho estabelecidos para o Open Finance estão entre as principais dificuldades enfrentadas atualmente pelo Sicoob. Ele também analisa os próximos desafios do Open Finance e os caminhos para ampliar seu uso entre os cooperados. Assistam a entrevista.




